TRAVELLING DE DANEY: Ficção Científica
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STAR TREK, J.J Abrams

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STAR TREK, J.J Abrams


Sabor especial para os fãs.

Sempre que uma famosa série ganha nova vida com diferentes atores, cria-se uma grande expectativa. Infelizmente, na maioria das vezes, o principal público alvo - leia-se os religiosos fãs - acabam desapontados com a experiência. J.J Abrams, arriscou-se ao tentar resgatar a franquia Jornada nas Estrelas. E para a alegria de todos, a escrita foi diferente. Com certeza o filme agradou a legião spockiana.

Abrams certamente era o melhor nome para retomar a direção da saga. Como em Batman, temos um restart da história. O diretor acertou em cheio. A série realmente precisa de um novo folêgo. A oportunidade de ver Spock (Zachary Quinto) e Kirk (Chris Pine) jovens, até se tornarem os líderes da Enterprise é excitante para quem gosta da série. A narrativa segue esses dois personagens principais, partindo de sua formação - Kirk, que perdera seu pai, Spock, que sofria por ser metade humano e vulcano -, seus conflitos - e suas diferenças - Kirk, temperamental e rebelde, Spock, frio e racional - , até fechar na conhecida relação de amizade da antiga série.

A participação do Spock original (Leonard Nimoy, precisa apresentar?) é um momento especial do filme. O plano em que o Spock do futuro e do presente se despedem com a tradicional saudação é um culto a série. Quinto realmente consegue convencer como Spock, tanto no aspecto físico como psicológico. Vale ressaltar também o carisma do ótimo Anton Yelchin como Pavel Checov.

Tirando toda a importância para os fãs, o longa apresenta uma história razoável e grandes efeitos especiais. Para quem não conhece a série, o filme não é marcante e não passa de um bom passa-tempo. De qualquer forma, essa nova fase de Jornada nas Estrelas pode render muito mais. Basta esperar.


Star Trek

Direção: J.J. Abrams
Elenco: Chris Pine, Zachary Quinto, Karl Urban, Simon Pegg, Anton Yelchin, Zoë Saldaña, John Cho, Eric Bana, Leonard Nimoy.
Gênero: Ação/Aventura/Drama/Ficção Científica
Origem: Estados Unidos
Duração: 126 minutos
Tipo: Longa-metragem


Classificação do Crítica com Pipoca:


AVATAR, James Cameron

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AVATAR, James Cameron


Eu consigo te ver.

Em 1927, Fritz Lang lançava "Metrópolis". O filme foi por muito tempo o mais caro da história - com reajuste de valores certamente figura entre os mais caros - e representante do expressionismo alemão. Simplesmente muito a frente do seu tempo, o diretor conta sobre o futuro da humanidade, dividida entre os ricos, que moram na superfície, e os operários, que vivem trabalhando no subsolo. Hoje vemos que todos os gastos com esse grandioso filme - em todos os aspectos, pois o original tinha cerca de 5 horas de duração - foram justificados. Não pela arrecadação, pois essa foi uma tragédia e quase faliu a produtora, mas pelo valor cultural que ele representou.

83 anos depois, nos deparamos com outra super produção. Avatar, último filme de James Cameron, já entrou para a história do cinema com os títulos de filme mais caro e que mais arrecadou. Cameron, que bateu seu próprio recorde pertencente a Titanic, se firma como um diretor que vale a pena pagar o risco. Gasta muito e arrecada igualmente. Isso é de fato, visto com bons olhos pelos produtores. Mas qual a importância cultural desse longa?

Essa pergunta pode ser respondida de inúmeras formas. Para os entusiastas da sétima arte, Avatar proporciona uma experiência nova na relação homem-tecnologia. Cameron parece ter conseguido dar sentimento aos monstros e todas as formas de "vida" digitais. Temos a sensação, como o plano seqüencia em que Jake Sully - personagem principal, interpretado por Sam Worthington - e Neytiri (Zoe Saldana) correm pelos troncos das árvores, de que tudo aquilo é real. Não sabemos como essa evolução tecnológica influenciará no futuro, mas até os olhos mais distraídos percebem que está diante de algo espetacular.

Por outro lado, Avatar não se sustenta apenas pela revolução digital. O filme possui um interessante e rico roteiro. Cameron conta a história do planeta Pandora, habitado pelos seres Na'vi, criaturas grandes e azuis, que possuem uma cultura ligada a natureza. O planeta se encontra ocupado por um grupo de cientistas e mercenários contratados por uma empresa que está interessada em uma valiosa substância encontrada numa região de domínio dos Na'vi. Cameron, com muita sensibilidade, cria uma relação muito especial entre os habitantes naturais de Pandora e o planeta. Tudo está conectado. Todas os animais, plantas e outras seres constituem um único organismo vivo. Seria um aviso para que nós, seres humanos, olhássemos com outros olhos a Terra? Certamente. E Cameron desenvolve isso sem que soe como um discurso ambientalista de dar sono.

Outra vertente interessante é a metáfora identificada no motivo do homem ocupar Pandora. A história não nos esclarece de fato qual é a importância da substância encontrada no planeta. O que sabemos é que ela é lucrativa e encontrada no subsolo e que se a empresa interessada quiser colocar as mãos nela, não será com diálogo que os Na'vi abrirão mão. O que resta é o plano de sempre quando "as negociações falham": A Porrada. Estamos falando do petróleo? Sim, definitivamente estamos falando do ouro negro e de como grandes potências mundiais agem para consegui-lo.

Os longos anos de produção são realmente válidos, inclusive todo os gastos com o filme. Seria muita pretensão dizer que o valor cultural é tão grandioso quanto o de Metrópolis. Mas Avatar não está longe disso. É um excelente filme e Cameron consegue se superar mais uma vez.

Avatar

Direção: James Cameron
Gênero: Ação/Ficção Científica/Suspense
Origem: Estados Unidos
Duração: 162 minutos
Tipo: Longa-metragem


Classificação do Crítica com Pipoca:

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